Abelardo Romero Dantas
Personalidades Lagartenses, 6 de abril de 2011
Por Rusel Barroso

Se em nosso convívio, Abelardo Romero Dantas estaria completando 104 anos, uma vez que seu nascimento data de 13 de junho de 1907. Sergipano de Lagarto, o escritor permanece lembrado como um dos mais ilustres intelectuais do seu tempo, cuja história de vida dignifica seus familiares e conterrâneos. Dantas, em sua trajetória, também viveu em outros municípios, a exemplo de Aracaju e Estância, em Sergipe, e no Rio de Janeiro.
Ao longo dos anos, Abelardo Romero soube conciliar seu trabalho jornalístico às suas produções em verso e prosa, sempre aliando ao seu talento, a ética e a consciência crítica. O escritor lagartense foi um dos idealizadores da Noite da Poesia Sergipana, vivida em 1928, no palco do Cinema Guarani, em Aracaju. Abelardo Romero Dantas contribuiu com jornais da capital e do interior do Estado. Passou a morar no Rio de Janeiro, onde publicou Trem Noturno, em 1931, livro sobremodo aclamado pela crítica. Sua obra e sua fama levaram-no a ocupar uma Cadeira na Academia Sergipana de Letras, em 1975, cuja posse triunfal se deu no Teatro Tiradentes, em reconhecimento à sua genialidade, como bem descreve Barreto (2007) ao dizer que “as novas gerações não conheceram seu talento, sua cultura, sua capacidade com vários idiomas, sua fortuna crítica, o que representa uma contribuição singular que eleva ainda mais alto o apreço que o Brasil tem pela intelectualidade dos sergipanos”.
Abelardo Romero era uma pessoa bastante polida e carismática. Nos seus últimos meses de vida, manteve-se elegante e perseguidor do conhecimento, mesmo com a saúde fragilizada. Além dos filhos Ângelo, Patrícia, Abelardo e Leonila, o poeta deixou viúva, Maria Amélia Dantas, amiga e conterrânea, que conheceu no Rio, companheira de todas as horas, até o último momento. Membro da equipe de O Jornal, pertencente aos Diários Associados, Abelardo Romero aglutinou atividades intelectuais e trabalho, sobrando-lhe, ainda, entusiasmo para publicar: Vozes da América (1941), A musa armada (1953), Exílio em casa (1955), O alegre cativo (1959), O passado adiante (1969) e Visita ao Rio, último dos seus livros, já de volta a Sergipe del Rei. Também escreveu Origem da imoralidade no Brasil, Sílvio Romero em família, Heróis de batina, Chatô – a verdade como anedota, entre outros escritos, com destaque para Limites democráticos do Brasil.

Adorei, professor Rusel!
Adorei.
Ajudou-me muuuito num trabalho da minha escola.
Obrigada!