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Lagarto, 29-04-2017

História

A Adalberto Fonseca, pioneiro da nossa história

Lagarto – “Cidade Ternura”

por Rusel Barroso*

Com área de 970 Km² e  mais de 100.000 habitantes, Lagarto orgulha-se, entre outras coisas, de contar com a maior cidade do Estado após a capital. O passado de suas igrejas, prédios e monumentos de filhos ilustres,  a exemplo de Sílvio Romero e Laudelino Freire,  convive harmoniosamente  com  a  arquitetura  moderna e a natureza. É atraente a beleza das ruas, avenidas, praças e jardins, que envolve sua gente simples e amiga, sua história, seu folclore, sua culinária típica e seus atrativos naturais.

Um pouco da história de Lagarto é contado por sua gente e está registrado em cada ponto da cidade. Também histórico é o marco que revive os primeiros acontecimentos da colonização do município, localizado no povoado Santo Antônio.

Em Lagarto, os logradouros no centro da cidade ainda guardam o aspecto do século passado, destacando-se algumas ruas estreitas como o Calçadão da D. Pedro II e a Rua Acrísio Garcez.

Na Colônia Treze, a 15 minutos da cidade, encontra-se uma das igrejas mais interessantes já vista, cujas paredes externas são cobertas de grama com o aspecto cônico-piramidal.

O  convívio  com  a  natureza  fascina  todos  que  descobrem  a beleza  natural  da  Serra  da  Miaba, na divisa entre municípios, – não obstante o seu ponto culminante seja a Serra dos Oiteiros (500m) – e  aqueles  que  visitam  os remanescentes do Balneário Bica, onde o verde e a engenharia moderna convivem lado a lado.

Para diversão de seus moradores e visitantes, a “Cidade Ternura” conta com clubes sociais, restaurantes, ginásios de esporte, parque de vaquejada, o Estádio Barretão, o espaço livre da Barragem Dionísio Machado e a Praça do Forródromo, área destinada a apresentações culturais e desportivas. As festas e exibições folclóricas são também características da cidade, com destaque para a Festa da Excelsa Padroeira “Nossa Senhora da Piedade” e a Exposição-Feira de Animais, realizadas no mês de setembro. Os festejos de São João e São Pedro estão reservados em seu calendário para o mês de junho com apresentações de quadrilhas, fogueiras, fogos de artifícios e comidas típicas, onde a maniçoba e o ginete não podem faltar. A tradição das festas natalinas também é mantida pelos seus habitantes.

Localizada no centro-sul do Estado a 75 Km da capital, Lagarto dispõe de eficiente sistema de transporte com rodovias em bom estado de conservação, sendo portanto, passagem indispensável para os turistas que visitam o nordeste. Na área de serviços, Lagarto conta ainda com bons hotéis, pousadas, estabelecimentos bancários, agências de viagem, hospital, maternidades etc.

Saindo do centro da cidade estão os bairros: Cidade Nova, Novo Horizonte, Aldemar de Carvalho, Horta, Pacheco, Gomes, Loiola, Matinha, Libório, Jardim Campo Novo, Alto da Boa Vista e os conjuntos residenciais: Sílvio Romero, Laudelino Freire e Jardim Santo Antônio.

O seu progresso reflete o desenvolvimento do município – hoje possuidor de grandes empresas, emissoras de rádio, faculdade, polo universitário e de uma quantidade de veículos e pessoas em movimento no trânsito -, o que traduz a pujança da sua gente.

Enfim, há inumeráveis razões que tornam obrigatória sua passagem pela terra que os lagartenses souberam construir com muito amor.

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*Escritor e pesquisador, membro da Academia Lagartense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e da Associação Sergipana de Imprensa. Presidente do Conselho de Ética e diretor-adjunto da Faculdade AGES.

 

 

Breve histórico de Lagarto

A história revela que a sede do município é uma das mais antigas povoações do Estado, sendo a terceira vila criada na capitania sergipense, cuja colonização já estava no território em 1596. Estabeleceram-se na região, por conta das cartas de sesmarias, em maio do mesmo ano, Domingos Fernandes Nobre, Antônio Gonçalves de Santana e Gaspar de Menezes. A colonização das terras de Lagarto aconteceu no século XVIII, após a chegada de um novo grupo de colonos, o que deu origem às fazendas de gado e aos engenhos. Alguns historiadores defendem a tese de que Lagarto nascera no povoado Santo Antônio, distante seis quilômetros da atual sede do município, onde ainda existe o marco inicial erguido próximo à capela que leva o nome do povoado. Contam, ainda, que os habitantes da época saíram desta localidade por conta de um surto de varíola que vitimou muitos moradores, e se instalaram onde hoje se encontra o centro da cidade. Duas versões conduzem ao nome do município: a existência de uma pedra em forma de lacertílio, encontrada às proximidades de um riacho; e o registro de um brasão com a marca de um lagarto, deixado por uma família de nobres portugueses.

Localizada a 75 km da capital, Lagarto ostenta uma área de 970 km², que acolhem mais de 100 mil habitantes, divididos entre as zonas urbana e rural.

Com uma economia composta por diferentes itens, a exemplo da agricultura, baseada, principalmente, nas culturas de feijão, laranja, fumo e mandioca; da pecuária de corte; da criação de ovinos; do comércio e da indústria, Lagarto é uma região muito produtora, onde o que se planta dá bons resultados. A divisão de terras, que aconteceu no período de colonização, fez com que cooperativas fossem montadas, a exemplo da instituição erguida na Colônia 13, fundada em 1960, e que permitiu a produção por colonos em todas as direções. Segundo Luiz Antonio Barreto, o lugar foi tão bem dividido que, em 1757, quando os vigários fizeram relatos e deram notícias das freguesias de Sergipe, a de Lagarto chamava a atenção, pois as povoações estavam muito próximas uma das outras, coisa de légua e meia ou em meia légua de distância, o que explica a existência de mais de uma centena de povoados. Como reserva de riquezas naturais, possui argila, calcário e pedras para fabricação de brita e paralelepípedo.

Lagarto também foi sede de um dos três distritos militares de Sergipe, em 1658. A elevação de freguesia à categoria de vila aconteceu em 1698, dois anos depois da criação da Ouvidoria Autônoma de Sergipe. Passou à categoria de cidade em 20 de abril de 1880, data oficial de sua emancipação. Suas terras também deram origem a outros municípios, a exemplo de Riachão do Dantas e Simão Dias.

O primeiro governante municipal foi Mons. João Batista de Carvalho Daltro, que exerceu seu mandato de 1890 a 1893. O atual prefeito, José Willame de Fraga, é o 33º gestor municipal.

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